-Marlonbrando tudo até a última ponta.
Eu gosto de assistir as pessoas. Não que eu seja o sociopata tímido escondido no porão tentando ver o vizinho trocar de roupa, oks. Até que isso não seria uma má idéia já que o vizinho é deveras gostoso. Mas o ponto é que eu gosto de assistir e criticar o comportamento alheio. É uma coisa do ser humano isso, né? Tudo que a gente faz de errado é sempre menor do que os outros fazem de errado e life goes on e tudo mais.
O que eu percebo hoje em dia éuma grandissíssima patrulha tomando conta pra que todo mundo faça as coisas certas. Pelo menos as coisas que essa patrulha considera certo, manja? É um sinal. Como diria Bob Dylan: The times they’re a-changing. Todo mundo critica o cara do outro lado da rua porque ele fuma, a minazinha da fila do pão porque ela vota no PSDB e o Presidente porque ele curte uns gorós. No fim das contas o papo sempre termina no presidente, né?
Eu queria viver num tempo em que não se fosse criticado por um pouquinho de hedonismo e um montão de sacrifício próprio. Um tempo em que você não estivesse errado só porque você pensa em você mais frequentemente do que no coletivo. Um tempo em que, aliás, a melhor coisa que você podia fazer pelo coletivo era pensar em você. Obviamente divago.
Esses tempos já acabaram. O tempo em que você era permitido morrer com a porra do câncer que você mesmo provocou em paz. Em que a valorização do indivíduo era muito mais importante e bonita do que carregada de culpa. O tempo em que as coisas eram preto no branco. Comunistas versus capitalistas, Beatles versus Beach Boys, o tempo em que você podia cantar “Venus” do Bananarama sem se sentir embaraçado. Ok, esse último é meio improvável.
Eu gosto de pensar que ainda tem gente pensante aí fora. Que a gente ainda não se transmutou completamente em máquinas agindo por um bem comum. Eu gosto de pensar que o único bem comum que existe é aquele de se sentir bem consigo mesmo.
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Eu sempre fui uma criança muito folgada e incompetente. Talvez por isso minhas aspirações infantis sempre foram as mais esquisitas. Eu lembro bem daquela fase da infância em que todo mundo queria ser um super-herói. O que tinha de criança caindo de escada… E eu, sempre contra a maré, sonhava em ter um super-herói. É isso aí, Sam McCartney, escolhendo o caminho mais fácil desde 1991.
Porque, pense comigo, muito mais fácil ter um super-herói para praticar seus mandos e desmandos por aí do que ser um. Todo super-herói tem mó vida fodida, velho. Tá lá brm no créu-créu-créu e seu sentido aranha dispara por causa do gatinho da vizinha que subiu na árvore. Não há glória quee compense. Aliás, super-herói nenhum realmente alça a glória porque todos usam disfarces ridículos pra manter o low-profile.
E eu tinha planos, não era um negócio assim, nas coxas. Se eu tivesse os Super Gêmeos eu poderia transmuta-los em qualquer coisa, desde um disco dos Beatles a uma morsa gigante (Goo Goo G’joob!). Se eu tivesse o Homem Aranha CABÔ O GASTO EXCESSIVO COM SUPER BONDER NESSA CASA! ?Se eu tivesse o Super Homem eu cozinharia legumes sem contribuir pro aquecimento global, só no raio laser. E, carai, se eu tivesse o Capitão América… pô, daí eu tinha um cara com uniforme legal pra arrumar minha cama.
Trazendo tudo isso pro contexto moderno eu me pego pensando: eu jamais teria o Hiro Nakamura. Não há controle do tempo que me faça carregar um fã de hentai nas costas.
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1) Eu não gosto dessa modinha “sou individualidade pura” que rola por aí. Porque o Mao Tsé-tung nunca aprovaria saporra. Comunista que é comunista acha que todo mundo é igual. E mesmo não sendo comunista eu percebo mais e mais a veracidade de tal fato. Veja bem, todo mundo tem tribal, usa anglicismos cool* no meio das frases, é open-minded* no que tange o casamento gay, mas não quer que o filho seja viado, gosta de sorvete de pistache e quer comer o Hugh Laurie. Eu pelo menos não gosto de sorvete de pistache.
2) Tenho ojeriza de YouTube. Porque ninguém explica mais as coisas, eles mandam links de vídeos e um smile e acham que os problemas da humanidade estão resolvidos. É ótimo pra ver os melhores momentos da Karen Walker, mas, fora isso, transformou a vida na interwebs numa coisa degradante que resume coisas legais a copiar e colar links de vídeos e se achar engraçadão.
3) Enfiem as mulheres-fruta no meio de seus respectivos cus.
*veja como eu uso anglicismos super-duper.
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Eu fico encantada com o aquecimento global. Porque geralmente coisas quentes são sensacionais. Chocolate quente, banho quente, sauna gay… É a idéia da mãe Terra como um grande útero quentinho e nojento.Algo meio freudiano, sei lá… Mas ao mesmo tempo é uma preocupação que não me deixa dormir. Lembro-me claramente de Alvy Singer, personagem Woody Allen em Annie Hall, que tinha desde criança pesadêlos com a expansão do Universo. “Se o Universo é tudo que existe pra onde estamos expandindo, q?” ele perguntava. É bem por aí meu desalento.

Não me sinto globalmente responsável, mesmo tecnicamente tomando atitudes assim ditas. Quando uso o termo globalmente responsável sempre penso em ingleses branquinhos que não escovam os dentes pra não gastar água à toa e se energizam de luz solar, a qual gastam em protestos contra gente que pisa na grama. Um resquício de hiponguice que não cultivo <s>mais</s>. Quando eu penso em globalmente responsável penso nos mesmos ingleses que em 1800 e o caramba inventaram vestir o mundo tdo com seus tecidos e encher o rabo de dinheiro cometendo um breve contra a luxúria. A emissão de gases que provocam o efeito estufa vem aumentando exponencialmente e não será diminuida com o passar dos anos. a culpa não é nossa, nós também temos um sonho, só que ele envolve soja e coisas de soja. Temos esse direito. Desmatar pra isso. A temperatura da Terra subiu do último século para o atual e se encontra entre as mais quentes já registradas por esse motivo. E não há como voltar aos tempos do Jardim do Éden.
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Eu tenho ojeriza de jogar pedra, papel, tesoura. Porque não faz sentido, ok? O papel é cortado pela tesoura, que é quebrada pela pedra que, BANG, é invencível. Porque o papel jamais ganharia da pedra na vida real. Pensa bem… são objetos inanimados brigando selvagemente por sabe-se lá o quê. E o papel simplismente embrula a pedra e ela não faz nada? A pedra ESTUPRA o papel, fim de papo. Maldito resquício de modinha Pokémon.
E eu tenho ojeriza de conselheiros em geral. Psiquiatras, psicólogos, 0-800-suicídio, blgueiros… é sempre o cara com a pior vida do mundo querendo dar palpite na vida dos outros. É como se eu desse aula de educação sexual e o David Brasil de fonética. E vice-versa.
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Eu fui em mais enterros nesse terceiro ano que em toda minha vida. Até aí tudo bem: assim como eu estou ficando velha (alô, me lembra) também estão meus conhecidos e familiares e gente velha morre. Mas eu não planejava descobrir tão cedo que enterros são o terreno mais prolífico pra toda sorte de idéias idiotas do mundo. Estava eu e um colega outro dia, narrando um enterro, e entramos nos méritos da questão da segurança nacional. E eu me superei, inventando o plástico bolha.
-Err… isso já foi inventado, tipo, nos anos 50, sei lá.
-Eu falei que eu ia parar de escrever or causa desse leitor bicão, produção, tira esse rapaz daqui, faz favor.
Claro seu idiota! Mas não estou falando de proteção contra o impacto, estou falando de proteção contra gasngstas cheios de correntes e furos de balas.

O plástico bolha exerce um fascínio universal. Ninguém resiste a estourar aquela porra. Daí, você, ladrão gótico tá lá, no cemitério, cavando um buraco pra roubar um rim e BANG: plástico bolha em volta do caixão. Você não resiste e começa a estourar, como é um envoltório relativamente grande – e é claramente contra as regras estourar mais de um por vez – você não consegue terminar até o amanhecer. Daí passam uns skinheads na rua, fazendo sua corrida matinal, e te batem tanto que você passa a precisar realmente da maquiagem que você usa sem motivo. Mais um rim dorme intacto…
- Cala a boca! *leitor passa correndo pelado pela sala*
Boa Noite, Brasil.
*Claro que existe a possibilidade dos skinheads ficarem louquinhos pra estourar o plástico bolha também. Aí é melhor ainda, veja bem, o plástico bolha resolverá o problema da Paz Mundial. É o que eu digo, embalem a Faixa de Gaza e BANG, cabô guerra. Embalem Nova York e BANG, cabô terrorismo. Eu fico espantada coma minha inteligência.
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Eu sou a pessoa mais empolgada e menos pro-ativa da face da Terra. Eu sempre tenho AQUELA idéia sensacional e largo ela pra lá. Não faço nada pra ela vingar. Sempre. Às vezes eu chego a anotar um cantinho da folha só pra ter o gostiho de jogar fora. E eu já joguei fora de roteiro de filme a histórias em quadrinhos quase prontas. Quando eu me empolgo começo a escrever desordenadamente esses milhões de coisas e BANG! bate um questionamento interno pelo amor às coisas e às pessoas e eu faço uma fogueira com tudo.
Foi assim com meus cadernos super caprichados de Geografia, foi assim com minha coleção de fotos do Caetano Veloso e como não podia deixar de ser: foi e é assim com meus blogs. Só que parece que eu tenho um determinado apego maior pela esfera bloguística: eu raramente deleto. Apenas deixo o ex-blog lá, abandonado e à espera de um retorno qualquer, um dia. Sou mais desumana com o HTML.
Mas isso não interessa. O que interessa é que sempre que eu tou arrumando uma vida, amigos, festinhas… perdendo episódios de minhas séries favoritas eu corro e crio um blog. É meu euzinho nerd se recusando a sair da casinha.
(…)
Esse é o ano do vestibular. Grandsbosta, você vai dizer. Mas pra mim é a chance de sair de uma vez da roça, ganhar uma moto e começar a exercitar todas as lições de “sex appeal” que eu aprendi com a Samantha de “Sex & The City”. Daí minha pro-atividade entra em jogo: quando eu penso nisso tudo me dá uma mega vontade de estudar, de aprender, de passar logo de uma vez nessa porra, carai. Mas sempre tem aquele artigo que eu não terminei de ler na Wikipédia, sobre o Darth Vader… aquele episódio de Law & Order que eu preciso ver de novo… até o Video Show vira desculpa pra não estudar. E vou aqui me fodendo, delícia cremosa.
(…)
Ok, eu não saio na rua gritando “GO VEGAN!” nem tacando tinta nos casacos de pele alheios. Aliás, eu sou bem hipócrita porque eu paro de comer carne, mas acho couro muito sécsi [/Village People] todavia, mesmo que você adore uma picanha e/ou curta um lombinho, corre lá e vota nessa gente linda que faz o que você não dá conta de fazer:

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