Seu Filho é Gay.

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Agosto 31, 2008 · 3 Comentários

Eu sempre fui uma criança muito folgada e incompetente. Talvez por isso minhas aspirações infantis sempre foram as mais esquisitas. Eu lembro bem daquela fase da infância em que todo mundo queria ser um super-herói. O que tinha de criança caindo de escada… E eu, sempre contra a maré, sonhava em ter um super-herói. É isso aí, Sam McCartney, escolhendo o caminho mais fácil desde 1991.

Porque, pense comigo, muito mais fácil ter um super-herói para praticar seus mandos e desmandos por aí do que ser um. Todo super-herói tem mó vida fodida, velho. Tá lá brm no créu-créu-créu e seu sentido aranha dispara por causa do gatinho da vizinha que subiu na árvore. Não há glória quee compense. Aliás, super-herói nenhum realmente alça a glória porque todos usam disfarces ridículos pra manter o low-profile.

E eu tinha planos, não era um negócio assim, nas coxas. Se eu tivesse os Super Gêmeos eu poderia transmuta-los em qualquer coisa, desde um disco dos Beatles a uma morsa gigante (Goo Goo G’joob!). Se eu tivesse o Homem Aranha CABÔ O GASTO EXCESSIVO COM SUPER BONDER NESSA CASA! ?Se eu tivesse o Super Homem eu cozinharia legumes sem contribuir pro aquecimento global, só no raio laser. E, carai, se eu tivesse o Capitão América… pô, daí eu tinha um cara com uniforme legal pra arrumar minha cama.

Trazendo tudo isso pro contexto moderno eu me pego pensando: eu jamais teria o Hiro Nakamura. Não há controle do tempo que me faça carregar um fã de hentai nas costas.

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